Eu caminho sob um céu que não amanhece
o silêncio pesa mais que o corpo
e os pensamentos repousam como poeira antiga
Dentro de rios de amargor e doçuras em sabor
Desfechos encerrados caminhos encaixados
Há algo que insiste em permanecer
mesmo quando tudo já parece terminado
uma sombra calma, quase viva
E no fundo do que sinto
não há paz nem ruptura
apenas um fim que aprende a permanecer


0 comentários:
Postar um comentário