A Fome
E arranca as pétalas como se fossem comida
Mastiga-as sem se importar estraçalhando a beleza
regojiza de prazer, em vestes azul turquesa.
A Sede
Mistura suor e lagrimas num prato raso
Toma-as como sopa fria, deixando a desejar
Tanto em sabor como em gosto.
Então movesse um dia de agosto.
Some por 100 dias, já não mais se vê o rosto.
A Inocência
Brinca com os cabelos, como se fossem fitas do mais puro cetim
Olhares difusos, proibidos para mim.
Nunca fez essa escolha, e jamais o fará.
Entre tantos errados, foi logo me acertar ?
O Clímax
Puxa um sorriso de canto de boca
Desbanca, chama atenção, rola na cama, no chão
Não gosta de olhar direto no olho, mas exige ser olhada
Gosta demais de gritar, de sentir a pressão muscular
Não aceita ser mandada, mas gosta que puxem o cabelo
Brinca de de sentir dor, pede tapinhas no grelo
Morde o canto da boca de tanto tesão
Sente mais por mais uma vez o desejo da vida
Relaxamento, ecstasy, missão cumprida
O Totem
Está lá sempre, vigoroso, pulsante
Não importa o uso, nem a amante
Filho de Afrodite com o Deus do vento uivante
É sua espada de guerra, seu orgulho, montante
Muda de tamanho, dilata, expande
É seu orgulho, monstro mutante
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Curtas
Postado por Ramirez às 15:07
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