quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Passagem

É muito tarde, já batem os doze
Cada batida escandaliza e desmoraliza
Acordam memórias a muito adormecidas
São vocês, minhas doces, queridas
Alvos de mentiras, imagens distorcidas

É muito tarde, já não posso voltar
A Falange de derrotas segura
O Macabro barqueiro murmura
O medalhão carrega meu resto, e a balsa range
Ai vem de novo a falange

Cada lapso, cada sorriso, uma moeda
Jogadas a esmo, uma queda
O que eram elas para mim ?
Esse é o caminho do errante
Devéras satisfeito e abominável

Invejo os anjos por não terem sexo
Travam batalhas divinas, imortais
Seres inescrupulosos, imorais
Todos dotados de decisões, sem iguais
Grandes errantes, celestiais

Inóspito balanço, inerte avanço 
Ao tocar a água rabisco o desenho da lua
Reflete em ondas, a verdade crua
Ricocheteando ilusões, se me dizes, sou tua

Me negas regresso, flertas e despreza
Arranca meus dotes, chama-me de impuro, infiel
Arranca a ultima gota de fel, desfere tua fúria em minha carne
Deixa-me desacordado, chegando ao outro lado
Ao notar, está tudo errado. 

0 comentários:

 
Licença Creative Commons
A obra The Maschine - Twisted Mind Body Trampoline de Ramirez Lavor, The Maschine foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em themaschine.blogspot.com.
Podem estar disponíveis permissões adicionais ao âmbito desta licença em themaschine.blogspot.com.