É muito tarde, já batem os doze
Cada batida escandaliza e desmoraliza
Acordam memórias a muito adormecidas
São vocês, minhas doces, queridas
Alvos de mentiras, imagens distorcidas
É muito tarde, já não posso voltar
A Falange de derrotas segura
O Macabro barqueiro murmura
O medalhão carrega meu resto, e a balsa range
Ai vem de novo a falange
Cada lapso, cada sorriso, uma moeda
Jogadas a esmo, uma queda
O que eram elas para mim ?
Esse é o caminho do errante
Devéras satisfeito e abominável
Invejo os anjos por não terem sexo
Travam batalhas divinas, imortais
Seres inescrupulosos, imorais
Todos dotados de decisões, sem iguais
Grandes errantes, celestiais
Inóspito balanço, inerte avanço
Ao tocar a água rabisco o desenho da lua
Reflete em ondas, a verdade crua
Ricocheteando ilusões, se me dizes, sou tua
Me negas regresso, flertas e despreza
Arranca meus dotes, chama-me de impuro, infiel
Arranca a ultima gota de fel, desfere tua fúria em minha carne
Deixa-me desacordado, chegando ao outro lado
Ao notar, está tudo errado.


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