Cansa ...
isso tudo cansa,
acerta o ponto de equilibrio e balança.
Quantas vezes passei por voce,
odiei por não notar,
desejei ser o outro,
e perdi com a cólera retórica.
E canta, passa o tempo,
finge que é feliz,
desconta sorrisos falsos,
em fogosos momentos de atriz.
E dança, e perde tempo,
finge gostar,
abraça com a mais verdadeira intenção,
de apenas impressionar.
Puxa o cadarço,
passa a perna,
como uma criança,
tentando se manter isento,
do choro, do lamentar, do ciume,
se mantem sozinho ao relento,
foda-se o tempo e seus argumentos.
E grita, chora, agressivo
senta, discute, passivo,
lamenta o futuro corrosivo,
ignora o aviso preciso.
E passa no meio da rua,
pula nas poças de chuva,
explode equalizando a agua,
testa limites de seu proprio corpo,
senta na beira da ponte,
lamenta não ver o horizonte.
E vem um extende a mão,
apenas para te puxar pro fundo,
utilizando-se de um jogo imundo,
deixando-o moribundo.


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